Dayse do Banjo, sambista carioca que fez carreira em São Paulo, conta um pouco de sua história para o Underground Samba Lapa e para o Samba em Rede. Ao lado da produtora Cidinha Zanon, ela relembra canções marcantes e lembranças de quando começou a se envolver com a música.

divulgação

Créditos: divulgação Facebook Dayse do Banjo

Nascida no Rio de Janeiro, Dayse do Banjo construiu sua carreira em São Paulo, onde trabalha há cerca de 20 anos

“Com oito anos, em Padre Miguel, participava de concursos e brincava de compor”, conta. A música sempre esteve muito presente em seu cotidiano, pois sua mãe cantava e seu pai tocava violão.

O contato com o samba, no entanto, foi iniciado quando começou a frequentar a casa de uma amiga. Ali, eram realizadas serestas e noites com sambas de artistas como Zeca Pagodinho e Beth Carvalho.

A madrinha do samba, inclusive, é a sua maior referência como sambista. Foi assistindo a um festival de música, em que Beth interpretou “Andança” (Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi), que o samba chamou a sua atenção.

Dayse começou a se entregar para música tocando cavaquinho ao lado de Dominguinhos do Estácio, Neguinho da Beija-Flor e Jorginho do Império. Com o passar do tempo, recebeu o apelido de “do Banjo”, que considerou pretensioso; Dayse conta que resistiu até perceber que a marca havia dado certo.

Consagrada no meio musical, sua qualidade foi reafirmada quando sua composição “Arrasta a Sandália” ficou entre as três melhores canções do ano no 23° Prêmio da Música Brasileira, concorrendo com as duplas Chico Buarque e João Bosco e Hermínio Bello de Carvalho e Moacyr Luz.

Confira a entrevista:

  • Para celebrar o Mês da Mulher, o Samba em Rede presta homenagens diárias a personagens do gênero feminino que nos inspiram. Saiba mais sobre a campanha e leia outros perfis aqui.

Eliana de Lima: 'Os intérpretes deveriam ser mais valorizados'